Paulo Mercadante: Ciência, Filosofia e Direito

Visconde do Uruguai

Posted in Política by pmercadante on 21/02/2010

II

Ainda a permanência do grupo conservador.

Paulino José Soares de Souza, futuro Visconde do Uruguai, era o mais moço do grupo. Com 29 anos de idade seria o futuro pensador do chamado Regresso. Sobressai entre estadistas de experiência como Vasconcelos, Honório Hermeto Carneiro Leão, Rodrigues Torres e outros, para interpretar o Ato Adicional de acordo com o pensamento previamente manifestado. Participa, em 1841, da reforma do Código do Processo Criminal, da restauração do Conselho de Estado, bem como da feitura das leis completares à obra centralizadora.

Em 1842, é o pulso que reage contra a rebeldia dos paulistas e mineiros. Chefia o aposição de 1844 a 1848 e, nos últimos anos do domínio liberal, é o deputado que, das hostes conservadoras, zela pela máquina montada.

Afastando o perigo da vertigem liberal, estabilizada a ferro e fofo, a obra do Regresso, passaram a figurar na ordem do dia as questões do Rio da Prata e do tráfico de africanos. Paulino não retornaria à pasta da Justiça. Seria o Ministro dos Estrangeiros que realiza, de 1849 a 1853, a política exterior do país numa das fases delicadas de sua história.

A substituição de Olinda por Monte Alegre seria o triunfo das idéias de Paulino, já manifestada havia alguns anos, quando de sua passagem pelo Gabinete de 20 de Janeiro de 1843, e repetidas nos anos posteriores de domínio liberal. A organização do Ministério de 11 de maio, em 1852, parece ter sido possível graças à política externa que ele advogava.

As bases da constante conservadora foram sensíveis à realidade econômica do século passado. Antes de 1822 e no curso deste, despontam certas tendências de conteúdo revolucionário, ao ser proposta, além da independia, abolição do trabalho escravo.

Salientam-se dois grupos naquele período; o primeiro, já referido, dispôs-se não só a consolidar a abertura dos portos, mas a modificar também as relações internas de produção, e o outro, visando só ao modo do comércio com o mundo com nossas relações externas de produção.

Acabaram por prevalecer as forças rurais que desejam apenas modificar o nosso de comércio com o exterior. As formas de produção eram ainda capazes de desenvolvimento e uma delas, o instituto da escravatura. Eficientes eram os engenhos de açúcar, bastantes para suprir as necessidades do mercado externo. “O problema consistia, pois na reflexão de Inácio Rangel, em modificar as relações dessas formas com o mercado europeu, ou, em outras palavras, só estavam realmente em crise nossas relações externas de produção”.

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Uma resposta

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  1. Ruben Zevallos Jr. said, on 11/03/2010 at 16:52

    Legal essa parte da história!


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